quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Emparn prevê melhor pré-estação chuvosa dos últimos quatro anos

As chuvas devem continuar no Rio Grande do Norte, nos próximos dias, mas, por enquanto, a Emparn afirma não ter como precisar em quais municípios. As condições dessa pré-estação chuvosa no Estado são favoráveis e as melhores dos últimos quatro anos, mas as áreas onde há indicação para início do plantio são bastante restritas.

Gilmar Bristot, chefe do setor de meteorologia da Emparn, afirma que essa intermitência de chuvas a cada três ou quatro dias  é algo bastante positivo. Os relatos de chuvas em municípios da região Seridó e Central começam a chegar à Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte. A previsão é que volte a chover nesta quarta-feira, na região oeste potiguar, e haja chuvas mais intensas na capital.

“As temperaturas mínimas no continente ainda estão altas, e praticamente iguais àquelas registradas nos oceanos, e isso não vinha contribuindo para chover no litoral. Precisa haver um contraste”, afirmou. A temperatura mínima está em média 25ºC.

Os agricultores dos municípios de Messias Targino e São Miguel podem iniciar o ciclo de plantio porque há solos que retêm mais umidade e mesmo que haja um espaçamento maior no ciclo de chuvas, essas características acabam compensando. A indicação, no entanto, não vale para a maioria dos municípios das regiões Central e Seridó potiguar, mesmo com as chuvas do final de semana.

“Exceto para aqueles localizados no Vale do Piranhas-Açu, se houver registro de mais chuvas esses dias”, orientou no meteorologista.

Os municípios de São Miguel, Coronel João Pessoa e Viçosa — na mesorregião Oeste potiguar — são os que a Emparn registrou o maior acumulado de chuvas entre a sexta-feira e manhã da segunda-feira (5). Nessa região, está a maioria dos municípios onde houve registro de chuvas no final de semana. Na região Seridó, o município de São José do Seridó, de acordo com o pluviômetro da fazenda Caatinga Grande, registrou o maior acumulado (10,8mm entre a sexta-feira e manhã desta segunda-feira).

Chuvas entre o dia 2 e 5 de janeiro:

Messorregião Oeste Potiguar
  • São Miguel - 66,0mm
  • Coronel João Pessoa - 57,0mm
  • Vicosa - 47,6mm
  • Portalegre - 37,7mm
  • Baraúna - 35,0mm
  • Itaú - 32,0mm
  • Messias Targino - 30,0mm
  • Venha Ver - 22,0mm
  • Dr. Severiano - 20,0mm
  • Rodolfo Fernandes - 19,2mm
  • Grossos - 15,3mm
  • Francisco Dantas - 15,0mm
  • Sao Francisco Do Oeste - 13,0mm
  • Umarizal - 12,0mm
  • Janduis - 9,4mm
  • Olho D'agua Dos Borges - 9,0mm
  • Paraná - 9,0mm
  • Tabuleiro Grande - 9,0mm
  • Tenente Ananias - 9,0mm
  • Severiano Melo - 8,0mm
  • Riacho Da Cruz - 7,1mm
  • Encanto - 5,0mm
  • Pau Dos Ferros - 5,0mm
  • Caraúbas - 4,8mm
  • Porto Do Mangue - 3,5mm
  • Martins - 3,0mm
  • Patu - 3,0mm
  • Campo Grande - 2,1mm
  • Serrinha Dos Pintos - 1,0mm
  • Campo Grande - 0,8mm


Mesorregião Central Potiguar
  • São José do Seridó - 10,8mm
  • Santana do Seridó - 4,0mm
  • Cruzeta - 3,8mm
  • São João do Sabugi - 2,0mm


Messoregião Agreste Potiguar
  • Campo Redondo - 2,5mm


Mesorregião Leste Potiguar
  • Natal - 0,2mm



Lava Jato: Fora das investigações, Henrique agora pode ser ministro

Investigadores que atuam na Lava Jato também entendem que o atual presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), deverá se livrar das investigações do caso em fevereiro.
Conforme a Folha apurou, são considerados fracos os indícios contra Henrique, contra quem não deve haver nem um pedido de abertura de inquérito para analisar suposta ligação com o esquema de desvio de recursos da Petrobras e lavagem de dinheiro.
Sem investigação, ele terá o caminho aberto para assumir um ministério no governo de Dilma Rousseff, provavelmente a pasta do Turismo.
Deputado que não disputou a reeleição, Henrique Alves informou publicamente ter pedido aos seus correligionários que não trabalhassem para ele assumir uma cadeira na Esplanada até que ficasse claro que o peemedebista não estava entre os alvos da Operação Lava Jato. (Folha)
Fonte:Blog do Xerife

“Não posso mudar em dois dias o que existe há 10 anos”, diz Robinson sobre a segurança

Cúpula da Sesed reuniu hoje a imprensa para anunciar os planos para diminuir a violência no Estado

A cúpula do sistema de segurança do Rio Grande do Norte concedeu entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (7), para anunciar os planos para minimizar a violência no Estado. Um dos assuntos em pauta foi o alto número de homicídios neste início do ano, que já somam 28 (até o início da manhã desta quarta). Ao falar sobre o assunto, o governador Robinson Faria frisou que a situação irá melhorar, mas que o problema não pode ser resolvido rapidamente.
“Não posso mudar em dois dias o que já vem acontecendo há 10 anos. O Rio Grande do Norte precisava de um governador que se preocupasse com a segurança e, desde a minha campanha, eu falo que a a pasta terá prioridade máxima. Já estamos colocando, em prática, algumas ações emergenciais, e já estamos fazendo planos a médio prazo, que serão adotados permanentemente”. Robinson também lembrou que o Rio Grande do Norte perdeu investimentos pelos altos índices de crimes. “Deixamos de receber muitos voos ao longo do tempo. Tivemos vários crimes contra turistas e isso repercutiu no mundo inteiro. Vários jornais internacionais noticiaram os crimes. Os comerciantes também sofreram nas mãos dos bandidos”.
A secretária de segurança, Kalina Leite, destacou que, semanalmente,, ocorrerá uma reunião do “Comitê de Segurança” para analisar os resultados das ações que estão sendo feitas e o que pode melhorar. “Essa foi uma determinação do governador Robinson Faria. O nosso governo vai ser transparente. Não vamos esconder nada da sociedade e nem da imprensa. O que estiver errado, vamos analisar para tentar melhorar o mais rápido possível”.
De maneira emergencial para diminuir os índices de violência, além da colocação do atual quadro de PMs nas ruas através do pagamento de diárias operacionais, investimentos nas delegacias distritais e de homicídios já estão sendo liberados. “Acredito que até a próxima semana já iremos ter liberado R$ 3,6 milhões para a reforma das delegacias distritais e também das delegacias de homicídios do Estado. Acreditamos que essa seja a forma mais urgente de conseguir um melhor rendimento nas investigações dos homicídios”, explicou Stênio Pimentel, delegado geral da Polícia Civil.
Ainda segundo Stênio, a criação da Divisão de Homicídios se torna indispensável pelo atual quadro da segurança do RN. “A Divisão de Homicídios é essencial. É um projeto que tem que ser feito rapidamente. Com a Divisão de Homicídios nós iremos conseguir ter mais delegados e policiais trabalhando diretamente na solução dos casos. Também estamos analisando a possibilidade de unificar algumas delegacias, que têm menos ocorrências”.
O Instituto Técnico-Científico da Polícia (Itep), também passará por uma grande reformulação durante os próximos quatro anos. “Temos alguns projetos em andamento. Todo mundo sabe da necessidade de se aumentar o efetivo do Itep. Mas somente o aumento de efetivo não é suficiente. Precisamos melhorar a estrutura do Itep. Estamos em processo de aquisição de material. Como ainda não temos o quadro ideal de funcionários, precisamos aumentar a produtividade com o que temos atualmente”, disse Odair Júnior, diretor do Itep-RN, que ainda completou. “Como projeto desse governo, temos a necessidade de mudar a sede atual do Itep, que não comporta mais a demanda atual do Estado. Mas isso é algo que precisa de um tempo maior para ocorrer”.
O coronel Ângelo Dantas, comandante geral da Polícia Militar do Estado, afirmou que na próxima semana o Estado deve ganhar 50 novas viaturas. “Estamos no processo final dessa situação e vamos aumentar esse número de viaturas. Sabemos que é uma necessidade, assim como a melhoria das condições de trabalha e a valorização dos profissionais”.
Sobre o pagamento das diárias operacionais os PMs, Kalina Leite voltou a garantir que o Estado honrará o compromisso e que buscará pagar o que está em atraso. “Não podemos responder pela gestão passada. As garantias que damos aos PMs é o nosso compromisso com a segurança pública e que iremos pagar as diárias operacionais do novo governo. Sobre a dívida da gestão anterior, nós ainda estamos fazendo um levantamento para saber o valor exato e depois iremos chamar os policiais para revolver as pendências”.
Além do pagamento das DOs, os policiais militares podem esperar novas “conquistas” durante os próximos quatro anos. “Vamos valorizar os policiais. Dentro da nossa corporação existem casos de militares que passam vários anos em um mesmo posto. Estamos viabilizando os concursos dentro de corporação e também para aumentar o quadro atual. Para que a população possa voltar a sentir a sensação de segurança, temos que colocar policiais nas ruas e também valorizar os próprios policiais, que assim irão fazer um trabalho melhor”, completou o coronel Dantas.
Fonte:JH

Arena das Dunas e Aeroporto de São Gonçalo podem ser vendidos

De acordo com o site da revista Veja, a Arena das Dunas, que tem como concessionária a construtora OAS, e o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, que tem participação da Engevix, poderão ser vendidos a investidores. O motivo da venda dos ativos seria pelo fato destas construtoras estarem envolvidas na Operação Lava Jato.
Segundo a publicação, A OAS pretende se desfazer da participação na Invepar, concessionária que administra o aeroporto de Guarulhos, além de negócios de saneamento e de dois estádios de futebol.
A revista enfatiza que hoje a OAS administra diretamente a Arena das Dunas (Natal-RN), Arena do Grêmio (Porto Agregre-RS) e a Itaipava Arena Fonte Nova (Salvador-BA), além de participar do consórcio do Engenhão (Rio de Janeiro-RJ).

Os aeroportos em que a Engevix é sócia, de Brasília e Natal, que custaram juntos quase 2 bilhões de reais, também estão sendo cobiçados pelos bancos de investimentos, que têm feito propostas para assessorar a empresa na venda dos ativos.
Alguns potenciais compradores já foram até sondados, mas uma fonte próxima à companhia diz que não há qualquer intenção de se desfazer desses ativos, já que, além de os aportes necessários já terem sido feitos, as concessões estão começando a ter receita, assegura a publicação.
O fato de não ter dívidas de curto prazo alivia a situação da Engevix, já que os bancos se fecharam e não estão concedendo crédito às construtoras envolvidas na Lava Jato. Mas, outras construtoras estão em situação mais grave, como é o caso da OAS, que já nos primeiros dias do ano deixou de pagar 116 milhões de reais em juros e dívidas. A empresa anunciou na segunda-feira que está fazendo um plano de reestruturação, que inclui a venda de ativos.
Fonte:De Fato

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

GTO de Patu recaptura fugitivo do CDP de Patu

GTO de Patu, juntamente com agentes da 7°DRPC, agentes do sistema penitenciário e o Sgt Cristiano de Umarizal, em operação realizada na zona rural de Umarizal, recapturam fugitivo do CDP de Patu. Antonio Claudio Azevedo foi recapturado em uma casa abandonada no Sítio água nova! O mesmo foi devolvido ao seu devido lugar com êxito.


Fonte:GTO Patú

Ótica Potiguar de Messias Targino foi arrombada

Na madrugada de hoje a Ótica Potiguar da cidade de Messias Targino foi arrombada,os bandidos tiveram acesso a loja quebrando as vidraças dos mostruários levando óculos e relógios que estavam em exposição,até o momento não se sabe quem cometeu o crime.

Câmara de Janduis devolve R$ 14.651,77 aos cofres públicos

Ao fazer um balanço de sua gestão à frente da presidência da Câmara Municipal de Janduis nos últimos dois anos, o vereador Leandro Tomé (PRB) falou de sua satisfação em poder equilibrar as finanças, valorizar a política salarial de servidores e vereadores e investir na infraestrutura da Casa Legislativa. Com a otimização dos recursos recebidos pela Câmara, Leandro Tomé anunciou a devolução de R$ 14.651,77 aos cofres públicos municipais. “Esperamos que esses recursos sejam direcionados ao bem comum da população”, ressaltou.

Fonte:Blog do xerife

Robinson Faria é o segundo governador mais rico do País, revela o TSE

Veja quem são os governadores que afirmam ter mais de 1 milhão de reais

Dos 27 governadores brasileiros, 13 declararam ao Tribunal Superior Eleitoral deter um patrimônio superior a 1 milhão de reais.
Geraldo Alckmin (PSDB), reeleito em São Paulo, e Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais, estão entre eles.
O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), encabeça a lista com um patrimônio superior a 37 milhões de reais, segundo a declaração feita ao TSE.
Todos os governadores assumiram seus cargos e novos mandatos na última quinta-feira, 1 de janeiro.

Reinaldo Azambuja (PSDB) – Mato Grosso do Sul

Valor do patrimônio declarado ao TSE: R$ 37.850.616
Bem de maior valor declarado: uma área de terras com 1.041,7 hectares na Fazenda Taquarussu na cidade de Maracaju (MS)  no valor estimado de R$ 10.410.200.

Robinson Faria (PSD) – Rio Grande do Norte

Valor do patrimônio declarado ao TSE: R$ 8.333.819,99
Bem de maior valor declarado: 31 apartamentos em Parnamirim (RN) no valor de R$ 4.086.993,00

Confúcio Moura (PMDB) – Rondônia

Valor do patrimônio declarado ao TSE: R$ 6.514.676

Bem de maior valor declarado:  
Titulo da Dívida Agrária – Desapropriação de imóvel rural no valor de R$ 2.574.129,00

Beto Richa (PSDB) – Paraná

Valor do patrimônio declarado ao TSE: R$ 5.547.334
Bem de maior valor declarado: Investimento LCA/CRI junto ao Banco Itau no valor de R$ 1.159.662,00

Marconi Perillo (PSDB) – Goiás

Valor do patrimônio declarado ao TSE: R$ 3.781.522
Bem de maior valor declarado: Rebanho de bovinos, bufalinos e equinos no valor de R$ 1.282.000

Simão Jatene (PSDB) – Pará

Valor do patrimônio declarado ao TSE: R$ 3.218.363
Bem de maior valor declarado: Apartamento no valor de  R$ 950.000,00

Fonte: Exame

Departamento Nacional de Trânsito adia por 90 dias o uso obrigatório do novo extintor


O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, em acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), decidiu adiar por 90 dias a obrigatoriedade do uso do extintor de incêndio veicular com carga ABC. O adiamento será contado após a publicação de uma nova resolução, mas o órgão informou que já não multará quem dirigir sem o equipamento.
Mais cedo, o Denatran anunciou que não pretendia ampliar o prazo para troca do equipamento e que seguiria a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que tornou obrigatório o uso desse tipo de extintor desde 1º de janeiro. A decisão, contudo, foi alterada na noite de hoje (5).
Com isso, motoristas que reclamavam da dificuldade de encontrar o extintor terão mais tempo para equipar o carro e se preparar para não infringir a lei. Após os 90 dias de prorrogação, os condutores que não cumprirem a determinação podem ter de pagar R$ 127,69 de multa e ainda perder 5 pontos na carteira de habilitação.
Segundo o Denatran, a medida garante maior segurança aos motoristas e passageiros. Isso porque os extintores com carga ABC são mais modernos e têm capacidade de combater princípios de incêndio em materiais sólidos, líquidos inflamáveis e equipamentos energizados.
Eles substituem o extintor BC, que apaga incêndio em materiais elétricos energizados, como bateria de carro e fiação elétrica, e também nos combustíveis líquidos (óleo, gasolina e álcool), materiais também recomentados para o extintor do tipo ABC.
A recomendação vale para carros que tenham dez anos ou mais, pois, desde 2005, os veículos produzidos no Brasil já saem de fábrica com o extintor recomendado.
Fonte:Agência Brasil

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Justiça aceita denúncia contra Nestor Cerveró, Fernando Baiano e mais dois

Alberto Youssef e executivo da Toyo Setal também são réus no processo.
Juiz federal aceitou todas as denúncias do MPF na 7ª fase da Lava Jato.

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância, aceitou nesta quarta-feira (17) a última denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal(MPF) na sétima fase da operação. Passam a ser réus no processo: Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras; Fernando Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na estatal; e Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal. Além deles, a Justiça também aceitou a denúncia contra o doleiro Alberto Youssef, que já virou réu em outras ações.
Eles são acusados de participação em crimes como corrupção contra o sistema financeiro nacional e lavagem de capital entre 2006 e 2012, conforme a denúncia.
De acordo com o MPF, Fernando Baiano e Nestor Cerveró são suspeitos de receber US$ 40 milhões de propina nos anos de 2006 e 2007 para intermediar a contratação de navios-sonda para a perfuração de águas profundas na África e no México. Fernando Baiano era representante de Nestor Cerveró no esquema, ainda segundo a denúncia.
O que diz o juiz
Ao despachar pela aceitação da denúncia, Moro marcou para fevereiro de 2015 a primeira audiência.
Na avaliação do juiz, o MPF reuniu um número significativo de documentos que amparam as afirmações nas denúncias, especialmente o envolvimento direto de Nestor Cerveró nas contratações dos navios-sonda e as dezenas de transações financeiras relatadas pelo criminoso colaborador e que representariam atos de pagamento de propinas e de lavagem de dinheiro. Entre os documentos, há extratos que demonstram as transações que teriam sido efetuadas para contas beneficiárias indicadas por Fernando Soares. "Foram também juntados documentos relativos aos pagamentos efetuados pelas empresas de Júlio Camargo no Brasil", afirma Moro.

Nestor Cerveró e Fernando Baiano respodem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além destes crimes, Júlio Camargo responderá por evasão fraudulenta de divisas e fraudes em contratos de câmbio. Nesta ação, Youssef responde apenas por lavagem de dinheiro.
Defesa
O advogado Edson Ribeiro, que defende Nestor Cerveró, disse não ter conhecimento da decisão. Mesmo assim, voltou a afirmar ao G1 que o cliente não envolvimento algum com Fernando Baiano, nem com o esquema investigado pela Lava Jato. Ribeiro ainda disse que vai recorrer aos tribunais superiores, pois entende que, como a sede da Petrobras fica no Rio de Janeiro, o processo deveria estar sob jurisdição da Justiça Federal no Rio de Janeiro.

Mario de Oliveira Filho, advogado do lobista Fernando Baiano, foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações. O mesmo ocorreu com os advogados que representam o doleiro Alberto Youssef. A defesa de Júlio Camargo não foi localizada, e a assessoria de imprensa da Toyo Setal ainda não retornou as ligações.
Alberto Youssef e Fernando Baiano estão presos na carceragem da Polícia Federal (PF) na capital paranaense. Youssef foi preso no mês de março, quando a primeira fase da operação foi deflagrada. Já Fernando Baiano foi preso em novembro, durante a sétima fase da Lava Jato. Além deles, 11 executivos de empreiteiras continuam presos na carceragem da PF.
As denúncias
Todas as denúncias oferecidas pelo MPF contra 39 investigados na sétima fase da Operação Lava Jato foram aceitas pelo juiz entre sexta-feira (12) e esta quarta. Segundo o MPF, 23 dos denunciados são ligados às empreiteiras Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS  e UTC.

O Ministério Público Federal dividiu os 39 denunciados em seis diferentes ações. Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e Waldomiro de Oliveira são citados nas cinco denúncias apresentadas na quinta-feira (11). Elas foram divididas de acordo com a participação de cada empreiteira no esquema, segundo o MPF. Enquanto Youssef e Oliveira foram apontados como operadores do dinheiro pago pelas empreiteiras, Paulo Roberto Costa era diretor de Abastecimento da Petrobras – núcleo que foi alvo da primeira leva de denúncias. Paulo Roberto Costa e Waldomiro de Oliveira viraram réus em cinco processos. Já Alberto Youssef é réu em todos os seis processos originados nesta sétima fase.

Veja os nomes dos 39 réus da sétima fase da Operação Lava Jato:
Alberto Youssef, suspeito de liderar o esquema de corrupção
Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
Waldomiro de Oliveira, dono da MO Consultoria
Fernando Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na Petrobras;
Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal
Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras
Adarico Negromonte, apontado como emissário de Youssef
Dalton Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa
Eduardo Hermelino, vice-presidente da Camargo Corrêa
Jayme Alves de Oliveira Filho, acusado de atuar com Youssef na lavagem de dinheiro
João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa
Marcio Andrade Bonilho, sócio e administrador da empresa Sanko-Sider
Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da construtora UTC
Carlos Alberto Pereira da Costa, representante formal da GFD Investimentos, pertencente a Alberto Youssef e réu em outros processos ligados a Lava Jato;
Enivaldo Quadrado, ex-dono da corretora Bônus Banval, que atuava na área financeira da GFD e réu em outros processos ligados a Lava Jato;
- João Procópio de Almeida Prado, apontado como operador das contas de Youssef no exterior;
- Sergio Cunha Mendes, vice-presidente executivo da Mendes Júnior;
- Rogério Cunha de Oliveira, diretor da área de óleo e gás da Mendes Júnior;
- Ângelo Alves Mendes, vice-presidente da Mendes Júnior;
- Alberto Elísio Vilaça Gomes, executivo da Mendes Júnior;
- José Humberto Cruvinel Resende, funcionário da Mendes Júnior;
- Antônio Carlos Fioravante Brasil Pieruccini, advogado que teria recebido propina de Alberto Youssef;
Mario Lúcio de Oliveira, diretor de uma agência de viagens que atuava na empresa GFD, segundo delação de Alberto Youssef;
- João de Teive e Argollo, diretor de Novos Negócios na UTC;
Sandra Raphael Guimarães, funcionária da UTC.
- Gerson de Mello Almada, vice-presidente da empreiteira Engevix
Carlos Eduardo Strauch Albero, diretor da Engevix
- Newton Prado Júnior, diretor da Engevix
- Luiz Roberto Pereira, ex-diretor da Engevix
- João Alberto Lazzari, representante da OAS
Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da área internacional da OAS
Fernando Augusto Stremel Andrade, funcionário da OAS
José Adelmário Pinheiro Filho, presidente da OAS
- José Ricardo Nogueira Breghirolli, apontado como contato de Youssef com a OAS
Mateus Coutinho de Sá Oliveira, funcionário da OAS.
Dário de Queiroz Galvão Filho, executivo da Galvão Engenharia
- Eduardo Queiroz Galvão, executivo da Galvão Engenharia
- Jean Alberto Luscher Castro, diretor presidente da Galvão Engenharia
- Erton Medeiros Fonseca, diretor de negócios da Galvão Engenharia.
Entenda a Lava Jato
A Operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. A investigação resultou na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.
Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
A sétima fase da operação policial, deflagrada no mês passado, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.
Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Ao todo, foram expedidos na sétima etapa da operação 85 mandados em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.
Conforme balanço divulgado pela PF, 25 pessoas foram presas. Também foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão e foram expedidos nove mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir à polícia prestar depoimento), mas os policiais conseguiram cumprir seis.
Fonte:G1