quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Organizador de rolezinho é morto por amigo em São Paulo

O adolescente Leonardo Henrique Soares Alvarenga, 16, morreu madrugada de segunda-feira (27) ao ser baleado na cabeça por um amigo, o funileiro Leonardo Pereira de Almeida, 18. O crime aconteceu em Itaquera, zona leste de São Paulo. Alvarenga ficou famoso por ajudar a organizar rolezinhos em shoppings centers. Ele tinha mais de 27 mil seguidores na rede social Facebook.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 32º Distrito Policial, em Itaquera, a vítima estava em um carro com o autor do disparo e outros quatro adolescentes quando foi atingido. Ele chegou a ser levado para o pronto-socorro do hospital Santa Marcelina, mas não resistiu.
À polícia os demais passageiros do veículo disseram que estavam voltando de uma festa quando foram abordados por motoqueiros que anunciaram o assalto e dispararam. Uma perícia realizada no carro, no entanto, comprovou que o disparo partiu de dentro do automóvel.
Chamados para depor novamente, os jovens admitiram que Almeida disparou em Alvarenga com um revólver calibre 38 que ele acreditava estar descarregado. A arma foi emprestado por Robson dos Santos Lopes, 30. Os dois foram presos pela polícia.
A família da vítima diz acreditar que o crime tenha sido premeditado – parentes de Alvarenga afirmaram que o atirador tinha 'inveja' do amigo.  
A reportagem não conseguiu localizar os advogados dos acusados. Eles irão responder por homicídio simples, favorecimento pessoal, comunicação falsa de crime e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
FonteUOL

Municípios do oeste vão criar plano de saneamento básico

O Ministério Público Estadual firmou dois termos de ajustamento de conduta com os municípios de Tenente Ananias e Marcelino Vieira para que seja elaborada uma política e um plano municipal de saneamento básico. Para execução dos projetos, a Promotoria de Justiça da comarca de Marcelino Vieira fixou prazos para implantação do que foi definido.
Primeiramente, os dois municípios devem capacitar gestores e técnicos, através de assistência técnica fornecida pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), para atuação ativa no processo de elaboração do plano local de saneamento básico. A  Ação deve ser tomada em até 30 dias.
No prazo de 60 dias, os municípios devem estabelecer, por meio de legislação especifica, o controle social realizado por órgão colegiado de caráter consultivo. Esse órgão poderá ser instituído por meio de legislação específica ou poderá se tratar de órgão já existente, desde que, neste último caso, haja adaptações legais para atribuir a tal órgão o objetivo de acompanhar e controlar a formulação, implementação e avaliação do plano.
Em 12 meses, os municípios que assinaram esse TAC, devem instituir, também por intermédio de legislação específica, a política e o plano municipal de saneamento básico, assegurando a ampla participação social. O plano de saneamento básico deverá abranger quatro esferas da administração pública municipal: abastecimento de água; esgotamento sanitário; limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos; e a drenagem de águas pluviais.
Durante o processo de elaboração do plano, os municípios são obrigados a observarem o atendimento às etapas previstas no artigo 19 da Lei nº 11.445/2007 e art. 25 do Decreto nº 7.217/2010: do diagnóstico, com a elaboração de um quadro geral das condições atuais de saúde; do planejamento estratégico com fixação de metas para a universalização do acesso aos serviços de saneamento; programas, projetos e ações para buscar soluções práticas para as metas estabelecidas; por fim, a etapa de criação de mecanismos de avaliação de eficiência.
Os municípios devem também instituir e instalar uma entidade reguladora e fiscalizadora dos serviços de saneamento básico. Além disso, o conteúdo mínimo da política e o plano municipal de saneamento básico deverá ser instituída por meio de lei.
Os municípios de Marcelino Vieira e Tenente Ananias deverão apresentar ao Ministério Público, a cada três meses, relatórios circunstanciados das ações empreendidas para a consecução das obrigações constantes no termo de ajustamento de conduta.
Multas
O descumprimento injustificado das cláusulas contidas no termo, obrigará as prefeituras dos dois municípios  ao pagamento de multa pessoal no valor de mil reais por dia de descumprimento, valor que será revertido a um fundo estadual ou municipal criado para esse fim, sem prejuízo das sanções cabíveis.
O não pagamento das multas implica em sua cobrança pelo Ministério Público ou pela Fazenda Pública, com correção monetária, juros de 1%  ao mês, e multa de 10%  sobre o montante apurado.
Com informações do MPRN/Blog do BG

Observar mulheres nuas aumenta a inteligência masculina, diz estudo

Com a chegada da internet, não só ficou fácil ter acesso a pornografia, senão que socialmente é cada vez mais aceita. Agora a Ciência nos brinda uma justificativa a mais para navegarmos em páginas de entretenimento adulto. Aparentemente, observar mulheres sem roupa torna os homens mais inteligentes para a reprodução. A publicação, intitulada “A verdade nua”, publicada na renomada Plos One, revelou um segredo sobre a busca de casal.
No estudo da Universidade de Tampere, na Finlândia, mostraram aos voluntários fotos de homens e mulheres em que os modelos usavam tanto roupas normais ou maiôs, ou estavam nus. Ao mesmo tempo, as respostas cerebrais visuais eram registradas a partir da atividade elétrica cerebral dos participantes. Este método permite que os pesquisadores investiguem os estágios iniciais do processamento de informação visual.
Os cientistas concluíram que o cérebro aumenta o processamento de sinais no limiar da excitação sexual, o que revela que os homens que observam com frequência corpos femininos nus, tendem a desenvolver maiores capacidades cognitivas, ou seja, o cérebro aumenta sua capacidade do processamento de sinais sexualmente excitantes que podem desempenhar um papel primordial na reprodução, e que asseguram uma percepção mais eficiente de parceiros com maior potencial para o acasalamento.
FonteO Xerife

Separatista, neto de nordestina quer transformar São Paulo em país

Paulista que propõe independência do Estado nega xenofobia e afirma que o resultado das eleições "deixou clara" a "divisão" existente no Brasil

A eleição deixou o Brasil dividido. Provavelmente essa é uma frase que você ouviu muitas vezes nos últimos dias. Acontece que, o que para alguns é apenas mensagem clichê de Facebook, para outros é motivo real para se pensar na divisão física do País. Flávio Rebello faz parte deste grupo. Neto de pernambucana e filho de carioca, o paulista, eleitor de Aécio Neves (PSDB) no primeiro e no segundo turno, defende a transformação de São Paulo em um país independente. Para ele, sua terra natal é mais que um Estado, é “um modo de vida” ligado à “ética do trabalho”.
“A sociedade ficou separada, isso vai ter que ser encarado. Nessa eleição, houve um antagonismo grande entre os que apoiaram os dois candidatos. Foram duas propostas diferentes de futuro e ficou visível que parcela significativa da população ficou inclinada a determinada visão ligada à ética do trabalho e à ideia de que a corrupção não pode ficar impune”, disse, em entrevista ao Terra, fazendo referência à candidatura do tucano. “Se São Paulo fosse um país, Dilma Rousseff não seria eleita. É matemática. Se apenas os votos daqui contassem, ela não se elegeria. A proposta dela não se mostrou interessante por aqui”, completou.
O movimento encabeçado por ele, chamado de São Paulo Livre e divulgado por meio de umsite, foi criado na semana passada, dias antes da votação, quando diversas manifestações de xenofobia se espalharam pelo Brasil. O independentista – nome que adota por considerar impróprio o termo “separatista” – nega, no entanto, defender qualquer tipo de preconceito. De acordo com ele, as pessoas que o criticam geralmente são aquelas “ligadas a movimentos sociais e partidos de esquerda”.
“O preconceito é inadmissível de todas as partes. Tem quem ofende nordestinos, mas tem também quem diz que a ‘paulistada burra tem que morrer’. Tem ‘imbecil’ em todo lugar. Quem propõe ideias como as nossas automaticamente é considerado racista, xenófobo, nazista. Mas, pela minha família, fica claro que não posso ser chamado disso tudo. Acho curioso que normalmente são as pessoas ligadas a movimentos sociais e partidos de esquerda que apontam o dedo e chamam de ‘nazista’ quem é favorável à independência. Mas são elas que apoiam veementemente a divisão na Ucrânia, por exemplo”, citou.
Entre os argumentos usados pelo criador para defender o movimento, apoiado até o dia 29 de outubro por cerca de 100 pessoas, está a grande extensão do Brasil. Ele acredita que a região, se fosse menor, teria “mais dinheiro para investir em seu povo”, o que poderia torná-la um “polo desenvolvido” que serviria de “exemplo” para alavancar o crescimento de outros Estados brasileiros e de outros países da América Latina.
“São Paulo teria todas as condições para ser um país independente e gerar mais qualidade de vida para quem mora aqui. O sistema tributário atual está muito injusto. O povo paulista, que trabalha tanto, dá mais de R$ 200 bilhões para o governo federal todo ano em impostos. Deste dinheiro, só 20 bilhões voltam para cá como investimento. Mas, se você trabalhou para gerar tudo isso, porque tem que ter de volta tão pouco?”, questionou. “Isso ainda levaria prosperidade para o Brasil. Não daríamos as costas ao Brasil. O resto da América do Sul também poderia se beneficiar”, completou.
Ele, que passou um período da juventude na Europa e atualmente é dono de uma escola de idiomas voltada para empresários, contou, por fim, que adora viajar pelo país – costuma ir para Salvador, Rio de Janeiro e Paraná, capitais onde seus primos moram.
“Tenho um carinho grande pelo Brasil. A questão é que amo São Paulo. Não tenho nada contra qualquer pessoa de outro Estado, só acho que coisas estão ruins para nós e ficariam melhores se seguíssemos um caminho independente. Mas não criaríamos muros. O fato de São Paulo vir a ser independente não me impediria de levar minhas filhas a um show da Ivete Sangalo – que, por sinal, eu adoro”.
A “separação” do Brasil
Em reportagem publicada no início desta semana, um estudioso entrevistado pelo Terra desmistificou a divisão entre “vermelho” e “azul” do Brasil. O historiador econômico Thomas Conti desenvolveu um mapa do País e das eleições conforme a realidade que, diferente da ideia compartilhada nas redes sociais, mostrou que estamos misturados em tons de roxo “esparramados” por todo o território nacional.
Fonte: Terra

Estudo confirma eficácia de novo tratamento para Parkinson

Um estudo em saguis, realizado pela equipe do Centro de Primatas do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, e publicado pela revista americana Neuron, demonstrou a eficácia de uma nova neuroprótese no tratamento da doença de Parkinson. A nova terapia, denominada estimulação epidural da medula espinhal (EEMS), é pouco invasiva, podendo, no futuro, ser realizada sem a necessidade de internação hospitalar. 

Essa característica contrasta fortemente com um método tradicional de tratamento da doença de Parkinson - a estimulação cerebral profunda (DBS) – que envolve um procedimento cirúrgico de várias horas, ao qual podem ser submetidos apenas uma pequena fração dos pacientes parkinsonianos, devido ao caráter muito invasivo desse procedimento e os riscos associados ao mesmo. 

Os neurobiologistas do IINNELS que lideraram o projeto publicaram os seus resultados hoje (30/10/2014), na edição on-line da revista Neuron. O projeto foi liderado pelos neuroscientistas Romulo Fuentes (IINNELS) e Miguel Nicolelis (IINNELS e Duke University) e contou também com a colaboração de Per Pettersson da Universidade Lund, na Suécia. 

Depois do estudo original dos mesmos pesquisadores, realizado em roedores e publicado pela revista Science em 2009, mais de 50 pacientes parkinsonianos em todo o mundo já se beneficiaram do uso da EEMS. Os resultados desses primeiros testes clínicos têm sido extremamente encorajadores. De acordo com Romulo Fuentes, “a EEMS foi inicialmente usada no tratamento de dor crônica que não responde a medicamentos. Como alguns desses pacientes também desenvolveram a doença de Parkinson, o uso contínuo da EEMS também se mostrou eficaz no tratamento de sintomas motores produzidos por essa doença neurodegenerativa, principalmente aqueles relacionados a marcha e a postura”. 

Apesar do sucesso inicial, nenhum estudo em animais ou pacientes havia até hoje investigado os possíveis mecanismos através dos quais a EEMM produz seu efeito terapêutico em pacientes parkinsonianos. No estudo publicado hoje, os neurocientistas do IINNELS usaram uma toxina química, chamada 6-OHDA, para induzir a degeneração de neurônios produtores de dopamina em 5 saguis. Essa lesão química reproduziu, em todos os animais, as lesões observadas no cérebro de pacientes portadores de doença de Parkinson. Como consequência, todos os saguis apresentaram sintomas motores como “congelamento de movimentos”, distúrbios de locomoção, tremores, e falta de coordenação motora. 

Para estudar os mecanismos neurofisiológicos envolvidos na doença de Parkinson induzida nesses animais, matrizes de microeletrodos foram implantadas cronicamente em múltiplas estruturas cerebrais que definem o sistema motor desses primatas. A seguir, eletrodos para estimulação foram implantados nos primeiros segmentos toráxicos da medula espinhal dos mesmos animais. Imediatamente após o início da estimulação elétrica da medula espinhal, todos animais apresentaram uma melhora significativa dos seus deficit motores. Os efeitos dessa terapia foram medidos de duas formas: a primeira, realizada de forma manual, foi executada por observadores que não sabiam se os animais estavam recebendo ou não a estimulação medular. 

Esses observadores usaram uma escala para avaliar os sinais clínicos motores expressos por cada animal. Essa escala incluiu a avaliação do grau de “congelamento motor”, grau da redução de movimentos, coordenação motora, marcha, postura e capacidade de realizar movimentos motores finos. A segunda avaliação foi feita de forma automática, através da análise computacional de registros de vídeo que gravaram a movimentação dos animais. Essa análise automática revelou que a EEMS praticamente dobrou a produção de movimentos nos saguis parkinsonianos. 

Segundo Romulo Fuentes, o nível de melhora variou de animal para animal, mas todos eles demonstraram um alívio significativo do deficit motor. "Em um desses animais, que não era capaz de realizar nenhum movimento, o uso da EEMS fez com que o macaco voltasse a se movimentar normalmente. Enquanto a EEMS perdurou, esse animal foi capaz de usar as mãos para apanhar pedaços de alimentos e deglutir normalmente", disse. 

De acordo com Nicolelis, "esses dois métodos de avaliação revelaram uma melhora signficativa na capacidade de locomoção que se assemelha aos resultados obtidos em nossos estudos com roedores e numa série de estudos em que a EEMS foi testada em pacientes parkinsonianos". 

Nicolelis também ressaltou que “os saguis tratados com a EEMS demonstraram melhora importante em sintomas motores que normalmente são difíceis de serem revertidos com o método da estimulação cerebral profunda, como por exemplo os distúrbios de postura, marcha e velocidade de movimento”. 

Ao analisar os resultados obtidos com os registros neurofisiológicos, o grupo de neurocientistas do IINNELS observou que os sinais clínicos da doença de Parkinson eram acompanhados por padrões oscilatórios patológicos da atividade elétrica neural em múltiplas estruturas do sistema motor. Essas oscilações neurais patológicas foram corrigidas com o uso da EEMS, fazendo com que o sistema motor voltasse a apresentar padrões normais de atividade neural. Em uma outra série de experimentos, observou-se que o uso da droga L-DOPA, normalmente usada no tratamento inicial da doença de Parkinson, produziu o mesmo efeito de 
eliminar as oscilações patológicas neurais do sistema motor. 

“Foi realmente surpreendente observar que a EEMS produziu efeitos muito similares aqueles induzidos pelo uso da L-DOPA”, disse Fuentes. De acordo com Nicolelis, “esses experimentos foram fundamentais para estabelecer quais são os efeitos fisiológicos da EEMS num sistema nervoso que é muito mais semelhante ao cérebro humano”. “Esses estudos em primatas vão nos permitir selecionar parâmetros de estimulação que podem gerar os melhores resultados possíveis em pacientes parkinsonianos”, acrescentou Fuentes. 

De acordo com ambos os neurocientistas, o fato da EEMS ser realizada através de um processo muito menos invasivo e mais barato do que outras alternativas cirúrgicas, bem como o sucesso do uso desse método em macacos, vai contribuir para a realização de mais testes clínicos num futuro próximo. 

Como ressaltou Fuentes, "a EEMS não requer a invasão do tecido nervoso, uma vez que os eletrodos de estimulação são implantados sobre a membrana que recobre a medula espinhal”. 

Nicolelis também enfatizou que “como a EEMS requer um procedimento cirúrgico muito simples, os pacientes, no futuro, poderão se submeter ao procedimento pela manhã e deixar o ambulatório no começo da tarde”. 

Além de Petersson, Fuentes e Nicolelis, o trabalho publicado na revista Neuron é assinado por Maxwell Santana, Pär Halje, Hougelle Simplicio, Ulrike Richter, e Marco Aurélio M. Freire. Todos os experimentos desse estudo foram realizados no Centro de Primatas do IINNELS, localizado na cidade de Macaíba, Rio Grande do Norte. 

Esse trabalho foi financiado conjuntamente pelas seguintes agências: The Michael J. Fox Foundation for Parkinson’s Research; a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ); o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINNELS); o Swedish Research Council; Swedish Society for Medical Research; o Olle Engkvist, Parkinson Research, Crafoord, Åke Wiberg, Magnus Bergvall, Kockska and Segerfalk Foundation; e o National Institutes of Health (NIH).

Fonte:Tribuna do Norte